Um pequeno vislumbre
Um pequeno grupo de 13 pessoas corriam ferozmente sobre seus cavalos pela densa floresta negra, a única iluminação era a luz turva e débil dos raios lunares que mal atravessam as copas das arvores. Três figuras tinham orelhas pontiagudas e cavalgavam tão naturalmente em seus cavalos quanto respiravam, mesmo com a luz pálida da Lua ainda se via suas peles brancas e jovens, assim como as suas feições, vestiam-se de roupas leves e com cores vivas; logo ao lado se via quatro figuras diminutas, mediam por volta de 1.45 metros, além do pequeno tamanho que os destacava, a grande barba era outro destaque, vestiam armaduras pesadas e em suas feições se via grandes guerreiros. Um pouco mais atrás vinham 5 figuras mais humanas, até porquê eram humanos, vestiam uma armadura leve de liga de couro com correntes, levavam em suas cinturas espadas leves de ferro.
Em perseguição ao grupo vinham criaturas da noite: Tinham por volta de 2.5 metros, braços do tamanho de um torço humano, dentes que pareciam lanças prontos à impalar suas vítimas, o corpo era coberto por um pelo negro e grosso, garras que cortavam o chão e derrubava as árvores, e as pequenas protuberâncias que saim da têmpora fazendo lembras chifres; embora não seria exagero chamá-los de demônios, as criaturas eram apenas Ogros Negros.
Em meio a perseguição ouve-se um grito agonizante e cheio de dor e remorso:
-Soc..Socorro!
O pequeno homem olha para trás e vê seu pobre companheiro de viagem sendo devorado pelo Ogro Negro. Em fúria o homem grita e se prepara para virar o cavalo, o companheiro de viagem -um dos elfos- o impede.
-Melphyr, deixe-me ir, ele está morrendo!
-Ele já está morto Tomás, continue em frente antes que seja o próximo.
Relutante, e com um gosto amargo na boca o garoto volta a correr.
-Não perca o foco do seu objetivo garoto, o Lago Eterno está logo à frente, diz o elfo Elheim.
A perseguição pela noite revela seu resultado: A floresta começa a se abrir e o caminho ao Lago Eterno fica claro.
Uma luz branca explode e um barulho ensurdecedor à acompanha, os cavalos caem, o grupo atordoado se levanta e se vê cercado pelos Ogros. Uma figura de vestes negras como a mais densa das noites surge da floresta, e diz com uma voz atroz, amargurante que parece o amálgama de todo o terror e dor do mundo.
-É com grande prazer que anúncio: Suas vidas encontrarão seu fim aqui! Ogros, matem-nos!
Com armas à postos, um desejo pela sobrevivência que toma conta do ser, e os leva
a balançar suas espadas com precisão e eficiência nunca antes sentidas por esses seres; nem mesmo uma palavra é dita, mas todos sabem o que devem fazer. Todos guiados pelos instintos mais primitivos surgidos do mais profundo instinto de sobrevivência. Mas nem todos foram tragados por esses impulsos, Tomás, se levanta com um coração calmo e sereno; tudo à sua volta parece não ter sentido, tudo que ele vê é seu inimigo à frente: A figura encapuzada. Tomás caminha no que parece ser a morte certa, a figura controla as 5 bestas, que tipo de poder medonho poderia fazer esse tipo de coisa? Ninguém sabia, sabia-se somente que eram artes das trevas poderosas.
-Tomás! Não vá, você quer morrer? - Diz o anão Cedrick.
O garoto não dá o mínimo sinal de ter ouvido o anão, e continua a caminhar. Para olhos desatentos -e mais ocupados consigo mesmo do que com o garoto - não foi permitido a contemplação do olhar em Tomás. Apenas duas figuras puderam testemunhar os olhos do garoto: Aquele á quem era dirigido o olhar e uma figura que para os presentes era alheia à todos os acontecimentos, embora os acompanhasse desde o começo. O olhar do garoto e suas ações não eram de alguém que tinha sido encurralado, não emitia medo nem impaciência: Era o olhar de um predador ao se deparar com sua presa, quem quer que se fosse dirigido aquele olhar sentiria-se impotente perante ele. A figura encapuzada dá um passo para trás mas logo recobra a compostura e grita:
-Ogros à mim!
Nada acontece, e o desespero é o único a se apresentar; e uma vez mais ele grita, com a voz trêmula e quase roca:
-Ogros! à mim! Agora!
Os Ogros até tentam, mas são impedidos pelos guerreiros e companheiro de viagem de Tomás.
Com uma voz imponente e cheia de força, que rebusca na alma o terror da morte de toda criatura viva, que extrai de um corpo o mais profundo instinto de sobrevivência Tomás diz:
-Desapareça
E com um simples balançar de sua espada, tão veloz quanto um relâmpago seu inimigo cai e sua cabeça rola pelo chão; mesmo em seus olhos mortos é possível se ver o medo, terror e sofrimento, tudo isso marcado em um olhar de uma cabeça sem vida.
Um pequeno teste que eu fiz com outras técnicas de escrita. Espero que vos tenha agradado. É uma pequena parte de uma história que tenho em mente; penso em continua-la, mas ainda não tenho certeza se eu deveria.
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